Documento público
Política de Privacidade
Esta política explica quais dados pessoais a plataforma IA Cadu trata, para quê, com quem eles são compartilhados e quais são os seus direitos, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018 — LGPD).
1. Quem trata os seus dados
O IA Cadu é um sistema de gestão clínica usado por clínicas e instituições que atendem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e transtornos do desenvolvimento. A plataforma é desenvolvida e operada por Rodrigo Silva.
Dois papéis diferentes, e a diferença importa
- A clínica que atende você é a controladora dos dados clínicos. É ela quem decide quem é cadastrado, o que é registrado no prontuário, quem da equipe tem acesso e por quanto tempo o atendimento continua.
- O IA Cadu é o operador: fornece o sistema e trata os dados seguindo as instruções da clínica. Não vendemos dados, não os usamos para publicidade e não os usamos para finalidade própria.
Na prática: pedidos sobre um paciente específico (ver, corrigir, apagar) são resolvidos mais rápido diretamente com a clínica. Ainda assim, você pode nos escrever — encaminhamos e acompanhamos o atendimento (ver seção 12).
2. A quem esta política se aplica
- Pacientes atendidos pelas clínicas usuárias — na maioria, crianças e adolescentes.
- Familiares e responsáveis legais, inclusive quem usa o Portal da Família (https://familia.iacadu.com.br).
- Profissionais e colaboradores das clínicas, que têm conta de acesso ao painel.
- Visitantes que abrem links públicos enviados pela clínica: confirmação de presença, pesquisa de satisfação e este documento.
3. Que dados tratamos
Coletamos o mínimo necessário para a finalidade de cada tela. Nenhum dado é comprado de terceiros: tudo chega pela clínica, pelo profissional que registra o atendimento ou pela própria família.
| Categoria | Exemplos | De onde vem |
|---|---|---|
| Identificação do paciente | Nome, data de nascimento, CPF/RG, endereço e contatos | Cadastro feito pela clínica |
| Responsáveis | Nome, parentesco, CPF, telefone e e-mail | Cadastro pela clínica; atualização pela família |
| Dados de saúde sensível | Diagnóstico e CID, anamnese, evoluções de sessão, avaliações e protocolos (VB‑MAPP, ABLLS‑R, Socially Savvy, escalas de especialidade), plano terapêutico, registros de coleta de dados, laudos, relatórios e documentos anexados | Registro dos profissionais durante o atendimento |
| Agenda e frequência | Sessões marcadas, presenças, faltas, motivo informado e contatos de retorno | Operação diária da clínica |
| Contas de acesso | Nome, e-mail, papel, senha (guardada como hash Argon2id), registro de conselho de classe e imagem da assinatura | Cadastro pela clínica e pelo próprio profissional |
| Registros técnicos | Data/hora de acesso, endereço IP, navegador e trilha de auditoria das ações no sistema | Gerados automaticamente pelo sistema |
| Comunicação | Número de telefone usado no WhatsApp, status de entrega das mensagens e a resposta de confirmação da família | Cadastro da clínica e resposta da família |
| Pesquisas de satisfação | Respostas de questionário e comentários abertos | Preenchimento voluntário |
Não tratamos dados de pagamento (cartão de crédito, conta bancária) de pacientes ou famílias, nem dados de geolocalização, nem fazemos qualquer forma de perfilamento publicitário.
4. Para que usamos e com que base legal
Dados de saúde só podem ser tratados nas hipóteses do art. 11 da LGPD. Abaixo, o que fazemos e sob qual fundamento.
| Finalidade | Base legal |
|---|---|
| Registrar e conduzir o atendimento clínico: prontuário, evoluções, planos terapêuticos, avaliações e relatórios | Tutela da saúde, por profissionais de saúde ou serviços de saúde (art. 11, II, “f”) |
| Guardar registro clínico pelo prazo exigido pelos conselhos profissionais | Cumprimento de obrigação legal ou regulatória (art. 7º, II e art. 11, II, “a”) |
| Organizar agenda, confirmar presença e acompanhar faltas | Execução do contrato de prestação de serviço (art. 7º, V) |
| Compartilhar evolução com a família pelo Portal da Família e por resumos | Execução do contrato e tutela da saúde; consentimento do responsável quando exigido (art. 14) |
| Apoiar a redação de textos clínicos com inteligência artificial | Consentimento específico e destacado do titular ou responsável (ver seção 6) |
| Manter contas, controlar acessos, registrar auditoria e proteger o sistema | Legítimo interesse em segurança da informação e obrigação de accountability (art. 7º, IX e art. 46) |
| Medir satisfação e qualidade do serviço | Consentimento (art. 7º, I) — a resposta é sempre voluntária |
| Produzir indicadores de gestão da clínica | Legítimo interesse, sobre dados agregados; nenhum indicador expõe dado clínico individual a quem não trata o paciente |
5. Crianças e adolescentes
A maior parte dos pacientes é criança ou adolescente, e o tratamento dos dados deles é feito sempre no melhor interesse do titular (art. 14 da LGPD).
- O sistema registra o consentimento do responsável legal, com data, versão do texto aceito e quem consentiu — para que sempre se saiba qual redação foi lida.
- O responsável pode revogar o consentimento a qualquer momento junto à clínica. A revogação interrompe os usos que dependem dele (como a geração de textos por IA) e não apaga o registro clínico sujeito à guarda obrigatória.
- Não condicionamos o atendimento ao fornecimento de dados além do necessário, e não pedimos à criança que forneça dados diretamente.
- O acesso da família ao portal é individual, por paciente, e registrado em auditoria.
6. Uso de inteligência artificial
A plataforma usa modelos de linguagem (atualmente da família Google Gemini) para ajudar o profissional a escrever — rascunhos de evolução, de relatório e de análise. Três regras governam esse uso:
- O conteúdo enviado é pseudonimizado. Antes de sair do servidor, o texto passa por um normalizador único que remove nome, data de nascimento, CPF, telefone e endereço — o modelo recebe idade em anos e o conteúdo clínico, não a identidade da pessoa.
- Depende de base legal vigente. Sem consentimento válido registrado para aquele paciente, a geração é bloqueada pelo próprio sistema e o bloqueio é auditado.
- A IA nunca decide nada sozinha. Todo texto gerado nasce como rascunho e só vira registro clínico depois de revisado e assinado por um profissional identificado. Não há decisão automatizada sobre diagnóstico, tratamento, alta ou qualquer efeito na vida do titular.
Não usamos os dados dos pacientes para treinar modelos de inteligência artificial, próprios ou de terceiros.
7. WhatsApp e e-mail
Quando a clínica ativa esse recurso, o sistema envia mensagens pela WhatsApp Business Platform (Cloud API) da Meta para o número que o responsável informou à clínica. O uso é operacional, nunca publicitário:
- O que enviamos: lembrete e confirmação de sessão agendada, reenvios quando não há resposta e, quando disponível, aviso de que há um novo documento no Portal da Família.
- O que trafega: o número de telefone, o primeiro nome do paciente e a data/hora da sessão. Nunca enviamos diagnóstico, evolução, laudo ou qualquer conteúdo clínico por WhatsApp.
- O que guardamos: o identificador da mensagem, o status de entrega e a resposta de confirmação (sim/não), para que a clínica saiba quem confirmou presença.
- Como parar de receber: basta pedir à clínica, ou responder à conversa pedindo para não receber mais. Também é possível bloquear o número pelo próprio WhatsApp.
O tratamento dos dados dentro do WhatsApp segue também as políticas da Meta, de quem não temos controle. O envio depende de modelos de mensagem previamente aprovados pela Meta.
Enviamos e-mails transacionais para profissionais com conta no sistema (avisos de solicitação, notificações internas e recuperação de acesso). Não enviamos newsletter nem mala direta.
8. Com quem compartilhamos
Não vendemos, alugamos nem cedemos dados pessoais. O compartilhamento se limita a:
| Quem | Para quê | O que recebe |
|---|---|---|
| A equipe da própria clínica | Atendimento e gestão | Apenas o necessário ao papel de cada um; cada clínica (e cada unidade) enxerga somente os próprios dados |
| Família / responsável legal | Acompanhar a evolução | O que a equipe publica no Portal da Família, documento a documento |
| Hostinger (hospedagem) | Servidores e banco de dados | Armazenamento da aplicação; o conteúdo sensível está cifrado em repouso |
| Google (Gemini) | Geração de rascunhos de texto | Conteúdo clínico pseudonimizado, sem identificação do paciente |
| Meta (WhatsApp Business Platform) | Envio das mensagens de agenda | Telefone, primeiro nome e data/hora da sessão |
| Autoridades públicas | Cumprimento de ordem legal, judicial ou requisição da ANPD | Estritamente o que for determinado |
9. Transferência internacional
Os dados ficam armazenados no Brasil. Duas operações, no entanto, envolvem processamento em servidores fora do país: a geração de texto por IA (Google) e o envio de mensagens (Meta). Em ambos os casos a transferência se apoia nas cláusulas e garantias contratuais dos respectivos fornecedores (art. 33 da LGPD) e o conteúdo enviado é minimizado — pseudonimizado no caso da IA, e limitado a dados de agenda no caso do WhatsApp.
10. Como protegemos
Medidas técnicas e administrativas efetivamente implantadas (art. 46 da LGPD):
- Criptografia em repouso dos campos sensíveis (AES‑256‑GCM autenticado), com amarração de cada dado ao seu contexto — um registro copiado para outro lugar não abre.
- Criptografia em trânsito (HTTPS/TLS) em todas as páginas e integrações.
- Busca sem decifrar: campos como CPF são localizados por índice cego, sem expor o dado.
- Senhas guardadas com Argon2id — nunca em texto claro, nunca recuperáveis.
- Isolamento entre clínicas e unidades aplicado em toda consulta ao banco, não apenas na tela.
- Controle de acesso por papel: cada perfil enxerga só o que sua função exige.
- Trilha de auditoria encadeada e somente-inclusão, registrando quem fez o quê e quando — inclusive a leitura de dado clínico. A auditoria registra o evento, nunca o conteúdo.
- Minimização nas telas: CPF mascarado, dado pessoal fora de URL, nomes mascarados em documentos de prestação de contas.
- Arquivos clínicos fora da área pública do servidor, servidos só a quem tem autorização.
- Proteção contra abuso de login, expiração de sessão e proteção contra CSRF em toda operação de escrita.
Nenhum sistema é infalível. Trabalhamos com revisão periódica dessas medidas e com um plano de resposta a incidentes documentado.
11. Por quanto tempo guardamos
Cada categoria de dado tem prazo próprio, executado por rotina automática mensal:
| Categoria | Prazo | Ao vencer |
|---|---|---|
| Registro clínico / prontuário | Prazo mínimo das normas dos conselhos profissionais aplicáveis (referência usual: 20 anos) | Revisão humana documentada, seguida de anonimização ou descarte |
| Tentativas de login | 1 mês | Eliminação |
| Registros técnicos de aplicação | 12 meses | Eliminação |
| Trilha de auditoria | 60 meses | Revisão humana |
| Consentimentos e pedidos de titular | 60 meses | Revisão humana (são a prova da base legal e do atendimento) |
Registro clínico não pode ser apagado a pedido enquanto durar a guarda obrigatória — é obrigação legal, não recusa. Nesse caso aplicamos o bloqueio (art. 18, IV): o uso ativo cessa, o acesso fica restrito ao mínimo, e a eliminação ou anonimização acontece quando o prazo vence.
12. Seus direitos e como exercê-los
O art. 18 da LGPD garante a você, a qualquer momento e gratuitamente:
- Confirmação de que tratamos seus dados
- Acesso aos dados que temos
- Correção de dado incompleto ou desatualizado
- Anonimização, bloqueio ou eliminação de dado desnecessário ou tratado fora da lei
- Portabilidade a outro fornecedor
- Eliminação dos dados tratados com base no consentimento
- Informação sobre com quem compartilhamos
- Revogação do consentimento, e informação sobre o que acontece se você não consentir
- Oposição a tratamento feito sem consentimento
Como pedir
Fale primeiro com a clínica que atende você — ela é a controladora e resolve na fonte. Se preferir, escreva para admin@iacadu.com.br, informando seu nome, a clínica e o que deseja. Confirmamos a identidade de quem pede antes de responder — é a proteção contra alguém pedir dados clínicos se passando por você — e respondemos em até 15 dias.
Todo pedido é registrado no sistema, com resultado e data, para que se possa provar que foi atendido.
Você também pode apresentar reclamação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), em gov.br/anpd.
13. Cookies
Usamos apenas cookies estritamente necessários: o cookie de sessão que
mantém você conectado enquanto usa o sistema, marcado como HttpOnly,
Secure e SameSite. Ele expira quando a sessão termina.
Não usamos cookies de publicidade, de rede social, nem ferramentas de análise de comportamento de terceiros. Por isso não há banner de consentimento de cookies: não há o que consentir além do indispensável ao funcionamento.
14. Incidentes de segurança
Se ocorrer incidente de segurança capaz de gerar risco ou dano relevante, comunicamos a clínica controladora, que notifica a ANPD e os titulares afetados nos termos do art. 48 da LGPD. Mantemos plano de resposta a incidentes com prazos e responsáveis definidos.
15. Alterações desta política
Esta política pode ser atualizada para refletir mudanças no sistema ou na legislação. A versão e a data de vigência no topo da página indicam sempre a redação em vigor. Alterações relevantes são comunicadas às clínicas usuárias, que informam suas famílias. Recomendamos consultar esta página periodicamente.
16. Contato e Encarregado (DPO)
Para qualquer dúvida sobre esta política ou sobre o tratamento dos seus dados, fale com o Encarregado de Proteção de Dados (art. 41 da LGPD):
Rodrigo Silva — Encarregado de Proteção de Dados